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O SIGNIFICADO DO QUELÊ

O SIGNIFICADO DO QUELÊ


O SIGNIFICADO DO QUELÊ
Na obrigação de santo
Do candomblê


O Quelê
Ele é o símbolo de aliança com orixá. Suas contas e firmas tem todo um significado. Geralmente são 21 contas e 7 "pernas". as 21 contas são referentes aos 21 dias que o yaô carregará e 7 "pernas" ou fios, fazem simbologia aos 7 anos que o yaô estará em estado de aprendizagem. O quelê também dizia os antigos protegia e acompanhava o resguardo desse filho e caso ele quebrasse algum fio ou estourasse, poderia ser porque o filho quebrou alguma ewó (quizila) ou alguma energia muito ruim pelo qual o yaô passou e foi protegido.

O Branco 
A cor branca no candomblé, é marcante, ela representa a paz, a mudança e principalmente a transformação. Pois segundo as lendas, ser iniciado no orixá, é ganhar um novo destino. Eu já vi casos de zeladores que quebram o branco, para que o filho passa trabalhar. Não é mais mistério para ninguém, pois eu mesmo já vi na rua, yaôs de roupa colorida e de quelê, se errado? não sei. A minha opinião é que o período de yaô é pequeno, então porque não se dedicar inteiramente? Caso o yaô trabalhe em um lugar que tenha uniforme ou algo assim, acho que o zelador tem que ter o bom senso, mas saindo dali, o yaô deve colocar a sua roupa branca, cobrir sua cabeça e colocar seus fios de conta sim. E hoje como tantas lojas de departamento, temos uma variedade enorme de roupas brancas, assim não tem como ficar mal vestido ou não encontrar roupa.
              Paó

O paó dentro do axé que sigo, é usado apenas quando o filho de santo está de quelê, ou quando vai arriar alguma comida e etc...Paó é a repetição de palmas coordenadas de 3 para 7 palmas em 3 vezes. Eu já ouvi vários significados, porém o que acho mais prudente, é que o paó é uma reverência ao orixá, usada para não só reverênciar, mas afastar o mal e trazer uma energia positiva. É usado, antes de todas refeições, e quando vamos dar adobá para nossos mais velhos e nos axés da casa.


                           A Alimentação

Essa questão é outra importante, os condimentos como pimenta e seus derivados, alho e carne vermelha, são ewós (quizilas) do orixá. Assim como as frutas citricas. Durante o recolhimento a alimentação é bem especifica, e quando seguimos para continuar nosso preceito algumas coisas também se mantém. Por isso converse bem com seu zelador e liste aquilo que você pode ou não. Como eu digo ser do orixá é vestir a camisa. Então mesmo que algo não faça sentido para você, siga, pois temos uma cultura muito rica e com o tempo, começamos a entender.

O Banho
A higiene pessoal é à base de água e sabão da costa, ou em alguns casos, sabão de coco. E durante o período de yaô não tomamos banho de água corrente. É para muitos é sacrifício, para quando estamos alinhados com o orixá, entendemos que passar por isso é maravilhoso, nos damos conta que acabamos criando uma importância tão grande a coisas que conseguimos tranquilamente viver sem, é quando damos conta que o orixá quer nos ensinar exatamente isso. Que nós criamos tantas coisas que não precisamos, enquanto esquecemos das verdadeiras coisas que importam, que é o amor ao orixá e ao próximo.

A Postura do Yaô
Como já disse em outras postagens, o período de quelê, nos ensina muito, e humildade é a maior das lições. A postura do yaô deve ser sempre de cabeça baixa, não passar das 21h na rua, sempre calmo, sereno, falar baixo. Pois temos que entender que ele ou até mesmo nós, estamos dedicados e voltados ao orixá. Que humildade é essa se o yaô está de cabeça alta, falando besteira ou rindo alto, e o respeito pela aquela aliança que está em seu pescoço. Não é tortura nem muito menos escravidão, é DEDICAÇÃO. Tendo em vista que ninguém está ali obrigado.

Os lugares onde o yaô não deve ir
Durante esse período ficam vetados:
- Matadouros : Pois neles, tiram-se elementos da natureza sem que haja nenhum ritual, nenhum pedido de licença a natureza.
- Hospitais : Lá existe todo tipo de pessoas, e a presença forte de Ikú (a morte), e essas energias não são apropriadas a esse período
- Cemitério : a mesma coisa que a anterior.
E também lugares onde haja muita movimentação de bebida, cigarro e bagunça.

Um conselho que posso dar, é que você aproveite ao máximo a época de quelê e mesmo os 7 anos de yaô, eles não voltam. Faça tudo para aprender para que um dia possa ensinar. Quem não é um bom yaô, nunca vai ser um bom egbomi ou um bom zelador. Essa vivência é importantíssima para o crescimento espiritual e material também, afinal quando estamos alinhados com o orixá, com o universo, tudo dá certo, mesmo que você passe por problemas, tenho certeza que o orixá traçará caminhos para você. E tenho certeza que sua vida fisicamente e espiritual
Mudará axé! A todos!



Escrito por EDGAR DE OGUM às 15h17
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Relacionamento e o Candomblé

Relacionamento e o Candomblé

Relacionamento e o Candomblé

Sempre que falamos de amor é complicado, afinal esse é um assunto que temos que analisar caso a caso não é mesmo? Mas existem casos isolados que podemos analisar e discutir sobre o assunto. Então vamos lá, hoje vou atacar de conselheiro amoroso...rsrsrs

Eu sou do candomblé e ele(a) não é e aí?
Bom vivemos em um país que tem uma diversidade cultural, étnica e religiosa muito grande, então isso não é difícil de acontecer. Porém tem que existir respeito entre as duas partes e você tem que saber que ele ou ela, tem queaceitar você como um todo e não apenas as partes que o parceiro gosta. Sua fé é sua fé, ninguém vai substituir e quando o outro começa já não aceitando isso nem aquilo, fuja, afinal não á barreiras para o amor.

Quais são os prós e os contras de namorar alguém que não é do candomblé?
Prós: Ele terá a oportunidade de conhecer outra religião, de desmistificar essa história  de que candomblé é coisa do diabo, pode até mesmo desenvolver simpatia pela casa de santo e um dia ser iniciado.
Contras: Ele pode não entender o período de resguardo, pois não existe isso em outras religiões. O ciúmes também pode ocorrer, e para que isso não ocorra, leve ele ou ela para conhecer o ambiente que você frequentar e não tenha vergonha! Afinal é sua religião.

Somos ambos da mesma casa de candomblé!
Existem algumas casas que não permitem namoro entre irmãos de santo, mas será que existe proibições para o amor? Será que podemos colocar cabresto até no coração? Não, não podemos, afinal esses são sentimentos que surgem e ainda mais da onde agente menos espera. Por isso tenha uma postura digna, antes de qualquer coisa, sente como o seu zelador e converse, explique e tenha um relacionamento saudável dentro da casa de santo. Tem zeladores que pregam que não pode ser iniciado um casal na mesma casa, para mim isso é bobagem, afinal o candomblé é uma religião familiar e não há problema algum. Afinal o orixá é uma força maior.

Como enfrentar juntos o tempo de resguardo?
Primeiro encare isso como uma prova de amor! Eu tenho alguns casos para citar, o do meu pai carnal por exemplo, ele não é do orixá, mas sempre respeitou a minha mãe e ele dizia :"Eu sei que é o melhor para ela, e também é um período muito pequeno, tendo em vista, a vida toda que estarei ao lado dela"...Pois é lindo... O amor é assim, então sente com seu parceiro e converse muito bem antes, afinal isso não vai durar a vida inteira. E crie alternativas, por exemplo: Assistam desenhos juntos, façam as refeições em casal e conversem sobre o dia dos dois. Não vai ser o sexo que vai distanciar aqueles que se amam. Mas dê atenção a ele (a), não da maneira convencional, mas refletindo a mais pura forma de amor, que é a Amizade!.

Paixão pelo zelador (a)
Como estava falando acima, no coração ninguém manda, e por isso o tempo de abiã é importante, ele vai de 6 meses a 1 ano, e serve para isso mesmo, para ver a sua adaptação, se é ele ou ela, que vai ser o seu zelador mesmo, e caso algum sentimento surja, e como eu sempre digo:converse. Mas não se inicie com alguém que você mantém uma paixão ou amor, mesmo que for platónico, afinal você sofrerá todos os dias o fato de não poder tê-lo(a). E esse negócio que não há problemas em ter relacionamento entre Pai e filho de santo, para mim é mentira! Afinal existe um itã que diz que o primeiro filho de Yemonjá, manteve por ela um amor carnal e Yemonjá teria o repudiado. Portanto entendemos que o incesto não é bem visto nem na sociedade yorubá nem na nossa sociedade. Sabemos que perde-se o respeito, pois você já não enxerga ele(a) como pai, como sua ligação com o orixá, e sim como Homem ou Mulher. Existem inúmeros zeladores no mundo, então para que se iniciar com seu marido ou sua mulher?.

Somos da mesma casa e o relacionamento acabou. E agora?
Taí um dos dilemas mais difíceis da vida de alguém do candomblé. O relacionamento acabou e somos da mesma casa. Como enfrentar isso?Sendo adulto ué!. Você quando se relacionou como seu irmão de santo, já sabia que todo relacionamento, pode um dia acabar, por isso não misture as coisas. Continue indo no dias de obrigação e festas, fazendo a sua obrigação. Não é incomum os relacionamentos acabarem em briga, e realmente fica muito chato, ter que ver o bendito ou bendita, no terreiro e ter que conviver com isso, é HORRÍVEL. Mas toda raiva passa, você vai seguir sua vida e ele(a) também. As coisas aos poucos vão se colocando no lugar. Portanto : O Orixá não tem nada a haver com isso!!! Eu acho que daí vem a questão de tantos zeladores, proibirem relacionamento dentro da casa de santo. No final é difícil não misturar...

Meu Zelador (a) se intromete na minha vida conjugal!
É em pleno século 21 ainda acontece muito, como disse acima, o candomblé é uma religião familiar, então com o passar dos anos acabamos procurando nossos zeladores para se abrir em relação a assuntos do coração, mas isso não dá o direito a eles se intrometerem em nossa vida, fazendo intriguinhas e fofocas, sobre aquilo que falamos em carater de segredo. Como é chato falar algo com o zelador e todo mundo ficar sabendo, não é mesmo? E gente isso acontece, escuto tantos casos...Por isso, deixe as coisas claras com seus zeladores: - Pai estou confiando no senhor então não gostaria que isso saisse daqui!. Não é errado  quando  um zelador vem dá um conselho. Escute ele, pois sei que ele não quer seu mal, mas isso é bem diferente de ficar te ligando ou até mesmo falando com os outros da suas vida conjugal. Não aceite isso!. Ter rumbê é sim ter respeito, porém exija respeito também...

Bom gente, o coração tantos assunto que ficaria dias escrevendo, mas acho que aqui já deixei alguns casos bem legais, espero estar ajudando e deixe sua opinião e também siga o blog, para que possamos estar fazendo esse fidback. Assim eu aprendo e vocês também. UM FORTE ABRAÇO!



Escrito por EDGAR DE OGUM às 15h17
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O SIGNIFICADO DO QUELÊ Na obrigação de santo Do candomblê

O SIGNIFICADO DO QUELÊ

Na obrigação de santo

Do candomblê

 

 

O Quelê

Ele é o símbolo de aliança com orixá. Suas contas e firmas tem todo um significado. Geralmente são 21 contas e 7 "pernas". as 21 contas são referentes aos 21 dias que o yaô carregará e 7 "pernas" ou fios, fazem simbologia aos 7 anos que o yaô estará em estado de aprendizagem. O quelê também dizia os antigos protegia e acompanhava o resguardo desse filho e caso ele quebrasse algum fio ou estourasse, poderia ser porque o filho quebrou alguma ewó (quizila) ou alguma energia muito ruim pelo qual o yaô passou e foi protegido.

 

O Branco 

A cor branca no candomblé, é marcante, ela representa a paz, a mudança e principalmente a transformação. Pois segundo as lendas, ser iniciado no orixá, é ganhar um novo destino. Eu já vi casos de zeladores que quebram o branco, para que o filho passa trabalhar. Não é mais mistério para ninguém, pois eu mesmo já vi na rua, yaôs de roupa colorida e de quelê, se errado? não sei. A minha opinião é que o período de yaô é pequeno, então porque não se dedicar inteiramente? Caso o yaô trabalhe em um lugar que tenha uniforme ou algo assim, acho que o zelador tem que ter o bom senso, mas saindo dali, o yaô deve colocar a sua roupa branca, cobrir sua cabeça e colocar seus fios de conta sim. E hoje como tantas lojas de departamento, temos uma variedade enorme de roupas brancas, assim não tem como ficar mal vestido ou não encontrar roupa.

              Paó

 

O paó dentro do axé que sigo, é usado apenas quando o filho de santo está de quelê, ou quando vai arriar alguma comida e etc...Paó é a repetição de palmas coordenadas de 3 para 7 palmas em 3 vezes. Eu já ouvi vários significados, porém o que acho mais prudente, é que o paó é uma reverência ao orixá, usada para não só reverênciar, mas afastar o mal e trazer uma energia positiva. É usado, antes de todas refeições, e quando vamos dar adobá para nossos mais velhos e nos axés da casa.



                           A Alimentação

Essa questão é outra importante, os condimentos como pimenta e seus derivados, alho e carne vermelha, são ewós (quizilas) do orixá. Assim como as frutas citricas. Durante o recolhimento a alimentação é bem especifica, e quando seguimos para continuar nosso preceito algumas coisas também se mantém. Por isso converse bem com seu zelador e liste aquilo que você pode ou não. Como eu digo ser do orixá é vestir a camisa. Então mesmo que algo não faça sentido para você, siga, pois temos uma cultura muito rica e com o tempo, começamos a entender.

 

O Banho

A higiene pessoal é à base de água e sabão da costa, ou em alguns casos, sabão de coco. E durante o período de yaô não tomamos banho de água corrente. É para muitos é sacrifício, para quando estamos alinhados com o orixá, entendemos que passar por isso é maravilhoso, nos damos conta que acabamos criando uma importância tão grande a coisas que conseguimos tranquilamente viver sem, é quando damos conta que o orixá quer nos ensinar exatamente isso. Que nós criamos tantas coisas que não precisamos, enquanto esquecemos das verdadeiras coisas que importam, que é o amor ao orixá e ao próximo.

 

A Postura do Yaô

Como já disse em outras postagens, o período de quelê, nos ensina muito, e humildade é a maior das lições. A postura do yaô deve ser sempre de cabeça baixa, não passar das 21h na rua, sempre calmo, sereno, falar baixo. Pois temos que entender que ele ou até mesmo nós, estamos dedicados e voltados ao orixá. Que humildade é essa se o yaô está de cabeça alta, falando besteira ou rindo alto, e o respeito pela aquela aliança que está em seu pescoço. Não é tortura nem muito menos escravidão, é DEDICAÇÃO. Tendo em vista que ninguém está ali obrigado.

 

Os lugares onde o yaô não deve ir

Durante esse período ficam vetados:

- Matadouros : Pois neles, tiram-se elementos da natureza sem que haja nenhum ritual, nenhum pedido de licença a natureza.

- Hospitais : Lá existe todo tipo de pessoas, e a presença forte de Ikú (a morte), e essas energias não são apropriadas a esse período

- Cemitério : a mesma coisa que a anterior.

E também lugares onde haja muita movimentação de bebida, cigarro e bagunça.

 

Um conselho que posso dar, é que você aproveite ao máximo a época de quelê e mesmo os 7 anos de yaô, eles não voltam. Faça tudo para aprender para que um dia possa ensinar. Quem não é um bom yaô, nunca vai ser um bom egbomi ou um bom zelador. Essa vivência é importantíssima para o crescimento espiritual e material também, afinal quando estamos alinhados com o orixá, com o universo, tudo dá certo, mesmo que você passe por problemas, tenho certeza que o orixá traçará caminhos para você. E tenho certeza que sua vida fisicamente e espiritual

Mudará axé! A todos!



Escrito por EDGAR DE OGUM às 16h00
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Relacionamento e o Candomblé

Relacionamento e o Candomblé

Sempre que falamos de amor é complicado, afinal esse é um assunto que temos que analisar caso a caso não é mesmo? Mas existem casos isolados que podemos analisar e discutir sobre o assunto. Então vamos lá, hoje vou atacar de conselheiro amoroso...rsrsrs

Eu sou do candomblé e ele(a) não é e aí?
Bom vivemos em um país que tem uma diversidade cultural, étnica e religiosa muito grande, então isso não é difícil de acontecer. Porém tem que existir respeito entre as duas partes e você tem que saber que ele ou ela, tem queaceitar você como um todo e não apenas as partes que o parceiro gosta. Sua fé é sua fé, ninguém vai substituir e quando o outro começa já não aceitando isso nem aquilo, fuja, afinal não á barreiras para o amor.

Quais são os prós e os contras de namorar alguém que não é do candomblé?
Prós: Ele terá a oportunidade de conhecer outra religião, de desmistificar essa história  de que candomblé é coisa do diabo, pode até mesmo desenvolver simpatia pela casa de santo e um dia ser iniciado.
Contras: Ele pode não entender o período de resguardo, pois não existe isso em outras religiões. O ciúmes também pode ocorrer, e para que isso não ocorra, leve ele ou ela para conhecer o ambiente que você frequentar e não tenha vergonha! Afinal é sua religião.

Somos ambos da mesma casa de candomblé!
Existem algumas casas que não permitem namoro entre irmãos de santo, mas será que existe proibições para o amor? Será que podemos colocar cabresto até no coração? Não, não podemos, afinal esses são sentimentos que surgem e ainda mais da onde agente menos espera. Por isso tenha uma postura digna, antes de qualquer coisa, sente como o seu zelador e converse, explique e tenha um relacionamento saudável dentro da casa de santo. Tem zeladores que pregam que não pode ser iniciado um casal na mesma casa, para mim isso é bobagem, afinal o candomblé é uma religião familiar e não há problema algum. Afinal o orixá é uma força maior.

Como enfrentar juntos o tempo de resguardo?
Primeiro encare isso como uma prova de amor! Eu tenho alguns casos para citar, o do meu pai carnal por exemplo, ele não é do orixá, mas sempre respeitou a minha mãe e ele dizia :"Eu sei que é o melhor para ela, e também é um período muito pequeno, tendo em vista, a vida toda que estarei ao lado dela"...Pois é lindo... O amor é assim, então sente com seu parceiro e converse muito bem antes, afinal isso não vai durar a vida inteira. E crie alternativas, por exemplo: Assistam desenhos juntos, façam as refeições em casal e conversem sobre o dia dos dois. Não vai ser o sexo que vai distanciar aqueles que se amam. Mas dê atenção a ele (a), não da maneira convencional, mas refletindo a mais pura forma de amor, que é a Amizade!.

Paixão pelo zelador (a)
Como estava falando acima, no coração ninguém manda, e por isso o tempo de abiã é importante, ele vai de 6 meses a 1 ano, e serve para isso mesmo, para ver a sua adaptação, se é ele ou ela, que vai ser o seu zelador mesmo, e caso algum sentimento surja, e como eu sempre digo:converse. Mas não se inicie com alguém que você mantém uma paixão ou amor, mesmo que for platónico, afinal você sofrerá todos os dias o fato de não poder tê-lo(a). E esse negócio que não há problemas em ter relacionamento entre Pai e filho de santo, para mim é mentira! Afinal existe um itã que diz que o primeiro filho de Yemonjá, manteve por ela um amor carnal e Yemonjá teria o repudiado. Portanto entendemos que o incesto não é bem visto nem na sociedade yorubá nem na nossa sociedade. Sabemos que perde-se o respeito, pois você já não enxerga ele(a) como pai, como sua ligação com o orixá, e sim como Homem ou Mulher. Existem inúmeros zeladores no mundo, então para que se iniciar com seu marido ou sua mulher?.

Somos da mesma casa e o relacionamento acabou. E agora?
Taí um dos dilemas mais difíceis da vida de alguém do candomblé. O relacionamento acabou e somos da mesma casa. Como enfrentar isso?Sendo adulto ué!. Você quando se relacionou como seu irmão de santo, já sabia que todo relacionamento, pode um dia acabar, por isso não misture as coisas. Continue indo no dias de obrigação e festas, fazendo a sua obrigação. Não é incomum os relacionamentos acabarem em briga, e realmente fica muito chato, ter que ver o bendito ou bendita, no terreiro e ter que conviver com isso, é HORRÍVEL. Mas toda raiva passa, você vai seguir sua vida e ele(a) também. As coisas aos poucos vão se colocando no lugar. Portanto : O Orixá não tem nada a haver com isso!!! Eu acho que daí vem a questão de tantos zeladores, proibirem relacionamento dentro da casa de santo. No final é difícil não misturar...

Meu Zelador (a) se intromete na minha vida conjugal!
É em pleno século 21 ainda acontece muito, como disse acima, o candomblé é uma religião familiar, então com o passar dos anos acabamos procurando nossos zeladores para se abrir em relação a assuntos do coração, mas isso não dá o direito a eles se intrometerem em nossa vida, fazendo intriguinhas e fofocas, sobre aquilo que falamos em carater de segredo. Como é chato falar algo com o zelador e todo mundo ficar sabendo, não é mesmo? E gente isso acontece, escuto tantos casos...Por isso, deixe as coisas claras com seus zeladores: - Pai estou confiando no senhor então não gostaria que isso saisse daqui!. Não é errado  quando  um zelador vem dá um conselho. Escute ele, pois sei que ele não quer seu mal, mas isso é bem diferente de ficar te ligando ou até mesmo falando com os outros da suas vida conjugal. Não aceite isso!. Ter rumbê é sim ter respeito, porém exija respeito também...

Bom gente, o coração tantos assunto que ficaria dias escrevendo, mas acho que aqui já deixei alguns casos bem legais, espero estar ajudando e deixe sua opinião e também siga o blog, para que possamos estar fazendo esse fidback. Assim eu aprendo e vocês também. UM FORTE ABRAÇO!



Escrito por EDGAR DE OGUM às 15h49
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 Os Segredos de Ogun e Odé!

Orixá Ogum e Odé

       Chega Março, Abril e Maio, e sempre ouvimos falar das festas deOgum e Ode, mas o que sabemos sobre esses orixás?, Porque a festa de ambos é juntas?.

      Segundo algumas itans (lendas), Ogum e Odé seriam irmãos, e Ogum o irmão mais velho teria ensinado Odé a caçar, para que esse pudesse sobreviver nas matas. Existem uma série de lendas sobre Ogum e Odé, mas hoje vamos acompanhar os rituais que circulam a festa de Ogun e Ode, e saber mais sobre esses orixás.

Ogum

Características Principais:
CORES: Verde ou Azul-escuro, Vermelho (algumas qualidades)
SÍMBOLOS: Bigorna, Faca, Pá, Enxada e outras ferramentas
ELEMENTOS: Terra (florestas e estradas) e Fogo
DOMÍNIOS: Guerra, Progresso, Conquista e Metalurgia
SAUDAÇÃO: Ògún ieé!!

Orixá da guerra e da tecnologia, presente nas grandes descobertas e é muito associado ao seu metal, o ferro, tido como orixá dono da forja, daí vem a sua relação com a tecnologia, ou seja,Ogun transforma o ferro em materiais, como espadas e esculdo, ou em outros que são usados para defesa e manutenção da sociedade yorubá, daí a sua importância para os povos nagô.
Uma outra associação que fazemos a Ogun é omariwo, que é a folha do dendezeiro, que desfiamos em homenagem ao orixá, e colocamos em cima das portas da casa, para que ele afaste energias negativas. O mariwo é tão importante, pois segundo fontes, foi através do dendezeiros que os orixás teriam descido a terra, durante a criação.
Na África existe uma cidade chamada Irê, de onde vem o culto a Ogum.

Comidas de Ogun

- Inhame assado, temperado com dendê.

- Inhame assado, inteiro, todo espetado pelo o talo do mariwô que é desfiado, chamado guegue, cortados em pedaços de mais ou menos 7 cm, onde colocamos ele por todo o inhame sem casca, como se fosse um paliteiro.

EFUN - Farofa de mel - mistura-se a farinha de mandioca com mel de abelhas e pronto. Pode-se colocar num Oberó, nos pés de Ogun, ou nas estradas, pedindo a Ogun que adoce os seus caminhos e suas estradas.

Presente de Ogun
O Presente de Ogun é algo marcante da festa, é onde Ogun entrega ao povo o pão, feito de inhame, em um cesto enfeitado com o mariwô
Odé

Características Principais:
CORES: Azul claro
SÍMBOLOS: o Arco e a Flecha unidos (Ofá!
ELEMENTOS: Terra, Fauna e Flora
DOMÍNIOS: As matas
SAUDAÇÃO: Okê arolê!!!



Escrito por EDGAR DE OGUM às 15h41
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SEGREDOS DE OGUN E ODÉ (part II)



É tido como o rei de Ketu, pois teria sido rei da cidade que dá nome a nossa nação, a importância do orixá, vem do seu aspecto provedor, ou seja a caça, que alimenta o povo, Odé também surge como figura importante para achar um lugar de ocupação, pois através de sua influencia na natureza, ele acha o lugar mais propicio para a ocupação.
Muitas casas de Ketu, mantém um preceito de não comer os frutos da Jaqueira, mas porque?, é o que vamos explicar a seguir, conforme mito de um entidade chamada Yá Opáoká, que seria a mãe de Odé. Odé ou Oxossi, como tabmém é conhecido, sempre foi o responsável por alimentar a família. É considerado o orixá que dá de comer às pessoas, pois sob seus domínios estão os animais e os vegetais. Assim, invoca-se a energia de Oxossi quando se quer encontrar algo ou atingir algum objetivo e para prover sustento (moral ou físico) durante as jornadas.Invoca-se Oxossi, o patrono da natureza, quando se quer encontrar remédios para certos males, embora seja necessário pedir para Ossain que o remédio faça efeito. Ogum assim o fez, mas como Oxossi relutasse em voltar ao lar, e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro da casa, deixando-o ao relento. Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum foi viver também do lado de fora da casa. Oxossi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele quem livrou Alaketu, sua cidade, de um grande feitiço das perigosíssimas ajés (feiticeiras africanas) Iyami Osorongá, que se transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doença e miséria.Tendo uma das feiticeiras pousado sobre o palácio do rei do Ketu e os demais caçadores do reino perdido todas as suas flechas tentando mata-la, Oxossi, com apenas uma, deu cabo do perigoso pássaro, tendo sido conclamado o rei do Ketu. Pede-se a Oxossi, portanto que destrua feitiços ou energias maléficas.Um dia, enquanto caçava elefantes para retirar-lhe as presas, Oxossi encontrou e apaixonou-se por Osun, a deusa das águas doces e do ouro que repousa em seus leitos, e com ela teve um filho,Logun-Edé. Filho da floresta com as águas dos rios, Logun-Edé é considerado o orixá da riqueza e da fartura, que ambos os domínios apresentam e dos quais compartilha.

YáOPÁÓKÁ

Os mitos Yorùbá, nos revela que esta Ìyágba, também conhecida como Ìyá Ode, ,entre tantos outros epítetos, vivia juntamente com outras duas irmãs, Ìyá Mepere e Ìyá Bokolo, muito antes da fundação da cidade de Ketu, em uma cova situada abaixo do Òpó méta, três robustos troncos de mogno-da-guiné , conhecido em Yorùbá com o nome de Ògànwó. 

As três irmãs selaram um pacto de nunca dar o nascimento a uma criança neste mundo, porém, Ìyá Apáòka não cumpre o prometido e juntamente com Òrìsà Oko dá a luz a um menino que mais tarde recebe o nome de Erinlè. Inlè como também é conhecido, funda a Cidade de Ìlobùú , entre outras obras na Terra, retorna ao orun e regressa novamente ao àiyé no mesmo seio familiar, onde desta vez recebe o nome de Òdé . Este é um dos grandes segredos da ligação entre Inle e Òdé. Aquele que possui Inlè, deverá ter como complemento Òdé, mas não necessáriamente o inverso. 

Aqui no Brasil, por diversas razões, houve a necessidade de uma redifinição e, consequentemente, foi feita a substituição do mogno-da-guiné pela jaqueira, denominada em Yorùbá de Tapónurin onde também foi designada o nome de apáòka em razão de ser a morada da divindade do mesmo nome. De suma importância, devo ressaltar que a jaqueira é uma árvore originária da Índia e introduzida na Bahia por volta do século XVIII. Suponho que o tamanho e o porte da jaqueira, foram de fundamental importância para a efetiva substituição. Todas as árvores são sagradas por natureza, embora para que se possa prestar culto a esta divindade a mesma deverá receber os ritos liturgicos onde consiste em plantar o àse ou acomodar os segredos de Ìyá Apáòka; depois de ser sacralizada, o tronco desta é adornado com um laço de tira branca e uma talha de três alças da qual sustenta um arco e flexa em ferro forjado. Nos Terreiros de Candomblé, esta árvore divide o espaço com espécies variadas, como também “assentamentos” e emblemas de certos Òrìsà, num local denominado Ãbo  de Òsóòsì Oru Gboru Òdé (do qual representa a “floresta africana”, de fundamental importância, pois a mesma não se encontra dissociada da vivência cotidiana dos africanos em geral. Anualmente, esta árvore recebe o sacrifício de animais com a finalidade de revitalização de seu àse, ocasião esta que a torna objeto de um culto especial. Quanto ao culto à Ìyá Mepere e Ìyá Bokolo, não se encontram vestigios, esta perdido na diáspora, assim como inúmeras outras divindades.

Com Isso podemos entender um pouco mais da nossa cultura e saber sempre o “porque”, das coisas.



Comida de Ode
O Axoxó - Milho Vermelho, Côco, 1 Oberó

É a comida mais comum de Oshóssi - cozinha-se o milho vermelho somente em água, depois deixa-se esfriar, coloca-se num Oberó e enfeita-se por cima com fatias de côco.



Escrito por EDGAR DE OGUM às 15h40
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Edição de fotos de candomblé


QUARTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2012

Edição de fotos de candomblé

Edição de fotos e video de candomblé
                                       





Escrito por EDGAR DE OGUM às 17h22
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AUTOR DO BLOG

AUTOR DO BLOG
A simplicidade tem seu valor e sua força. Embora o orgulho destrói o ser humano , por dentro e por fora , mas quando partimos deste mundo deixamos tudo para traz , o orgulho , a vaidade, a ganancia pelo dinheiro as paixões , já não sentimos amor , dor , ódio em fim, devemos viver não aceitando a miséria e sofrimento , más sim pedindo a Deus e aos Orixás que não nos desampare para que possamos viver nossa vida que é tão curta neste mundo com gradezas e muitas felicidades , para que quando chegar a hora de partir possamos descaçar em paz no reino Olorum o Deus criador . muito Axê a todos que Pai Ogum os abençoe grandemente a Todos !!!! um forte abraço ! .........
Visitem também os outros blogs -http://orixascabocloseguias.blogspot.com



Escrito por EDGAR DE OGUM às 22h00
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  • “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili zado nos cultos aos orixás, de  reli giõ es também de origem afro, “E na verdade o caminho ...

  • A ORIGEM DOS ATABAQUES

    “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili zado nos cultos aos orixás, de  reli giõ es também de origem afro, “E na verdade o caminho e a ligação en tre o homem e seus orixás, os to ques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual “.

    Em nossas giras de Umbanda, é muito comum se ter presente o atabaque, um instrumento lendário e de origem afro. Esse instrumento dá ritmo e axé aos cultos, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior energia aos trabalhos.
    O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Orixás e  Guias e tem uma força pode rosa, que em uma gira faz toda a di ferença. Para aprendermos um pouco mais sobre o atabaque e seus funda mentos trago algumas informações interessantes sobre o mesmo, relacio nado aos cultos afro religiosos, dentre eles, Umbanda e Candomblé.

     
    Há tr fundamento da Casa, sali entando que saber o canto naExistem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. Existe também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina.
    Os tambores começaram a apa recer nas escavações arqueológicas do período neolítico.
    O tambor mais antigo foi en contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es tes troncos eram cobertos nas bor das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.
    De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio nados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa são empregados para evocar os Orixás.



Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 21h52
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O AFETO DE OXUM

O AFETO DE ORIXÁ OXUM

Oxum é Orixá das água doces, dos rios, regatos e igarapés.

Acolhe, no seu regaço, as chuvas de Nanã e também os veios d’água das profundezas do subsolo. É o orixá da mansidão, da maternidade, da cria, dos valores familiares, pugnando, com serenidade, pela concórdia da família universal, enlaçando-a com doçura a verdadeira afeição. “Seus filhos de cabeça” quando afins à sua devoção, são extremamente na devoção religiosa e corretos na vida familiar. É comum dizer-se que Iemanjá alenta a criação e preside a gravidez, mas é Oxum quem concebe e é a criadeira.
Seus devotos possuem um alto espírito de religiosidade, de ternura, tolerância e compreensão para com os defeitos alheios. Sacrificam-se pelos filhos até a última instância.
Gostam, perdidamente, de crianças.
No plano mental, a Orixá dá aos seus tutelados uma percepção brilhante dos fatos. São simples, distintos e procuram aliar os vôos do pensamento filosófico ao prático, habitual e, sobretudo, útil a todos. Dão ótimos professores, administradores. Como 2º Orixá de cabeça, Oxum dá a tranquilidade e confiança de êxito principalmente com os Orixás Ogum e Xangô. Ainda no plano mental, esse Orixá imprime a seus filhos uma acuidade de prever acontecimentos.
Sensíveis e resignados, esquecem, com facilidade, as ofensas recebidas procurando, inclusive, reatar laços de amizades já que fazer amigos duradouros é sua tendência natural. Quando ricos, são simples e acolhem os parentes mais pobres ou em dificuldades. Estão sempre à frente nos serviços de filantropia sem procurar aparecer na imagem enganosa de “pessoa boníssima” ou de “bom moço”.
Extremados por um ideal, seguem facilmente os líderes ou causas ideológicas.
Oxum traz o privilégio da faculdade da abundância e até da riqueza, seja no plano físico, nos sentimentos, seja no plano mental das elucubrações originais e proveitosa a todos.
Vamos, agora, tecer considerações sobre as tendências estas, trazidas não só pela via hereditária como também pela envolvência com o ambiente hostil da sociedade consumista e corrupta dos dias atuais. Os filhos de Oxum, em nível negativo, são quase sempre preguiçosos, omissos, desalinhados e choram por nada. Reclamam de coisas de que não cuidaram no devido tempo. Emotivamente exagerada, piegas, sensualismo degradante, fanatismo, obsessão e intolerância.
Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe. 
Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito maquiavélico que existe em todos nos.
Dizem que “ a vingança é um prato que deve ser servido frio” e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência desta força da Natureza. No bom sentido, Oxum é o “veneno” das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma “metida”, esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino. Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca. Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne. É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas.
Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.
Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã . Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.
Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente no dia-a-dia, pois quem não ama de verdade? Embora o mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração dos homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem gera este sentimentos mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. E isso tem explicação: Oxum é a divindade africana mais ligada às Yámi Oxorongá, feiticeiras, bruxas. Com elas aprendeu a arte da magia. Por isso, os filhos de Oxum são tão poderosos nesta arte.
Mas a magia está presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas.
Oxum é os sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que “amo e sou amado”.
Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do “biquinho” feminino, quando quer uma coisa. É o charme!
Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata.
Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal.
Entretanto, a regência mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula maternal – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. 
É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança.
Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é o amor e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.
Axé a todos !


Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 21h49
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Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
Eis então algumas das principais comidas:LEIA MAIS EM ;

Comidas rituais  específicas de cada Orixá



Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 21h47
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EM 2012 

CLICKAQUI-CANDOMBLÉ -OXUM-LOGUNODÉ -OXÓSSI-XANGÔ

 

 



Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 21h43
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CLICK AQUI-O culto aos Orixás representa para o povo do Candomblé uma ligação direta com Olorum ou Oldumaré.

 



Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 21h38
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MINHA FAMÍLIA ESPIRITUAL PART 1


















Escrito por MÃE MONICA DE OXUM às 14h38
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oxum opará

a baixo sua historia.



Escrito por MÃE MONICA às 17h46
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Oxum Opará
   Em uma época onde os deuses viviam na terra, na região da Nigéria existiu duas jovens irmãs: Oxum e Iansã.

   Oxum era deusa do ouro e da prata e tinha poderes sobre o ocultismo, Iansã por sua vez era deusa dos raios, tendo assim poderes sobre eles. Oxum carregava consigo o espelho que mostrava toda verdade oculta. Um belo dia Iansã muito curiosa, pegou o espelho e olhou, viu que era mais bonita que Oxum. Toda aldeia ficou sabendo disso e Oxum ficou muito brava.
   Resolveu dar uma lição em sua irmã, colocou em seu quarto outro espelho, esse mostrava o lado ruim das coisas. Iansã percebendo a troca foi novamente olhar, ficou chocada com o que viu, em vez de ver sua imagem viu um monstro horrível. Entrou numa tristeza profunda e acabou morrendo.
   Os deuses mais velhos descobriram a vingança de Oxum, decidiram castigá-la.
   Oxum carregaria Iansã em seu corpo eternamente, seis meses seria Oxum com todas suas características e os outros seis meses seria Iansã. Oxum Opará tem em uma das mãos o espelho e na outra a espada que representa Iansã, dizem que ela é uma deusa guerreira e anda ao lado de Ogum, o deus do ferro e da estrada.



Escrito por MÃE MONICA às 17h44
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Ogum

 

Ele é o Senhor da guerra, indomável e imbatível defensor da lei e da ordem, defende os fracos e os que estão em demanda.

Foi Ogum quem ensinou aos homenso trabalho com ferro e aço. Seus instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformaá-la.

No sincretismo Ogum é associado a São Jorge, 23 de Abril.

Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois.

A cor de Ogum é o vermelho, mas pode ser associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a terça-feira. 

Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas.

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, seu irmão e rei das encruzilhadas e dos cemitérios.

História

Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum ficou furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando.

Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano, faziam um voto de silêncio por alguns dias.

Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, jurou proteger os mais fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e qualquer tipo de perseguição injusta.

As pessoas de Ogum

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquiétas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.

Alguns Pontos Cantados de Ogum.

Lá no Humaitá

Aonde Ogum guerreou

Lá em alto Mar

Aonde Iemanjá lhe coro-ou

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

Ogum já jurou bandeira

Nos campos do Humaíta

Ogum já foi a gurerra

Vamos todos saravá

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

O Beira-Mar auê, Beira-Mar

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Se meu Pai é Ogum, Ogum

Vencedor de demanda

Quando chega no reino é para salvar filhos de UMBANDA

Se meu Pai é Ogum, Ogum

Vencedor de demanda

Quando chega no reino é para salvar filhos de UMBANDA

Ogum, Ogum Iara

Ogum, Ogum Iara

Salve os campos de batalha

Salve as sereias do mar

Ogum, Ogum Iara

 



Escrito por MÃE MONICA às 17h40
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ORIXÁS CULTUADOS NO BRASIL
ORIXÁS
OxaláO mais elevado dos deuses iorubás
OgumDeus dos guerreiros
XangôDeus do trovão
OxumDeusa das águas doces, da fecundidade e do amor
Oiá-IansãDeusa das tempestades, dos ventos e dos relâmpagos
OxóssiDeus dos caçadores
IemanjáDeusa dos mares e oceanos
Obaluaê - OmoluDeus da varíola e das doenças
OxumaréDeusa da chuva e do arco-íris
ExuMensageiro e guardião dos templos, das casas das pessoas
OssainDivindade das plantas medicinais e litúrgicas
ObáDeusa dos rios
NanãDeusa da lama
Logun EdéDeus andrógino, considerado o príncipe das matas
IbejisDeuses da alegria, das brincadeiras e da infância
OlodumaréDeus supremo. Criador dos orixás


Escrito por MÃE MONICA às 13h32
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Candomblé

O que é o candomblé, como se prepara a festa, quem são os orixás, como funciona um terreiro, os rituais de iniciação, a sabedoria dos búzios e sua origem e misturas.

Os navios negreiros que chegaram entre os séculos XVI e XIX traziam mais do que africanos para trabalhar como escravos no Brasil Colônia. Em seus porões, viajava também uma religião estranha aos portugueses. Considerada feitiçaria pelos colonizadores, ela se transformou, pouco mais de um século depois da abolição da escravatura, numa das religiões mais populares do país.

 

Por Sílvia Campolim

 

Quem gosta de cachaça é Exu. Quem veste branco é Oxalá. Quem recebe oferendas em alguidares (vasos de cerâmica) são orixás. E quem adora os orixás são milhões de brasileiros. O candomblé, com seus batuques e danças, é uma festa. Com suas divindades geniosas, é a religião afro-brasileira mais influente do país.

Não existem estatísticas que dêem o número exato de fiéis. Os dados variam. Segundo o Suplemento sobre Participação Político-Social da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1988, 0,6% dos chefes de família (ou cônjuges) seguiam cultos afrobrasileiros. Um levantamento do Instituto Gallup de Opinião Pública, no mesmo ano, indicou que candomblé ou umbanda era a religião de 1,5% da população.

São índices ridículos se comparados à multidão que lota as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos. Elisa Callaux, gerente de pesquisa do IBGE, explica por que, tradicionalmente, os índices dos institutos não refletem exatamente a realidade: Os próprios fiéis evitam assumir, por medo do preconceito. Ela tem razão. A mais célebre mãe-de-santo do Brasil, Menininha do Gantois, falecida em 1986, declarou certa vez ao pesquisador do IBGE que era católica. Apostólica romana.

De seu lado, a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) desafia ostensivamente as cifras oficiais e garante haver 70 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente, ligados aos terreiros seja como praticantes assíduos, seja como clientes, que ocasionalmente pedem uma bênção ou um serviço ao mundo sobrenatural.

Você pode achar um exagero, e talvez seja mesmo, mas terreiro é o que não falta. Em 1980, num convênio da Prefeitura de Salvador com a Fundação Pró-Memória, o antropólogo Ordep Serra, da Universidade Federal da Bahia, concluiu um mapeamento dos terreiros existentes na região metropolitana de Salvador. Eram 1 200. Hoje são muitos mais, assegura Serra.

Mais recentemente, o Instituto de Estudos da Religião (ISER) verificou que 81 novos centros espíritas (englobando cultos afro-brasileiros e kardecismo) haviam sido abertos no Grande Rio de Janeiro no ano de 1991, e que, em 1992, surgiram outros 83. O sociólogo Reginaldo Prandi, da Universidade de São Paulo, contou, em 1984, 19 500 terreiros registrados nos cartórios da capital paulista.

Onde tem terreiro, tem festa. Por isso, para levar você ao mundo do candomblé, SUPER começa por convidá-lo para uma festa no terreiro. Agora, você conhecerá em detalhes um dos fenômenos mais impressionantes da civilização brasileira.

 

Para saber mais:

A cara de Zumbi

(SUPER número 11, ano 9)

 

O barracão está pronto: a festa vai começar

 

São nove horas da noite. Os tocadores de atabaque, chamados alabês, estão a postos em seus lugares. O público cerca de 40 pessoas aguarda em silêncio, acomodado em bancos rústicos de madeira. Os homens, na fileira à direita da porta. As mulheres, do lado esquerdo. Separados, para evitar um eventual namoro. Afinal, ali não é lugar para isso. Estamos num templo do candomblé, a Casa Branca, em Salvador, Bahia, o pioneiro do Brasil, fundado em 1830.A festa (que pode ser comparada a uma missa católica) vai homenagear Xangô, o deus do fogo e do trovão.

O barracão foi decorado durante toda a tarde. O teto de telha-vã foi escondido por bandeirolas brancas e vermelhas as cores de Xangô. As paredes estão enfeitadas de flores e folhas de palmeira de dendê desfiadas. Vai começar o toque, como é chamada a festa de candomblé no Brasil. Ela é aberta a todos os orixás (deuses, que também podem ser chamados de santos) que quiserem homenagear Xangô.

O que o público vai assistir é parte de um ritual que começou horas antes. Na madrugada, os filhos-de-santo fizeram o sacrifício para o orixá homenageado. Nas primeiras horas da manhã, as filhas-de-santo prepararam a comida. Durante a tarde, foi feita a oferenda aos deuses, e Exu, o mensageiro entre os homens e os orixás, foi despachado. Entenda melhor essa preparação

 

 

 

 

O calendário litúrgico

 

Muitas festas não têm dia certo para acontecer.

As festas normalmente estão

associadas aos dias santos do catolicismo. Mas as datas podem variar de terreiro para terreiro, de acordo com a disponibilidade e as possibilidades da comunidade.

De maneira geral, o que importa é comemorar o orixá na sua época.

As principais festas, ao longo do ano, são as seguintes:

 

Abril: Feijoada de Ogum e

festa de Oxóssi (associado a

São Sebastião), em qualquer dia.

Junho: Fogueiras de Xangô

(associados a São João e

São Pedro), dias 25 e 29.

Agosto: Festa para Obaluaiê

(associado a São Lázaro e São Roque) e festa de Oxumaré (associado a

São Bartolomeu), em qualquer dia.

Setembro: Começa um ciclo de festas chamado Águas de Oxalá, que pode seguir até dezembro. Festa de Erê, em homenagem aos espíritos infantis

(associados a São Cosme e Damião). Festa das iabás (esposas de orixás)

e festa de Xangô (associado a São Jerônimo), em qualquer dia.

Dezembro: Festas das iabás Iansã (Santa Bárbara), dia 4, Oxum e Iemanjá (associadas a Nossa Senhora da Conceição), dia 8. Iemanjá também é homenageada na passagem de ano.

Janeiro: Festa de Oxalá (coincide com a festa do Bonfim, em Salvador), no segundo domingo depois do dia de Reis, 6 de janeiro.

Quaresma: O encerramento do ano litúrgico acontece durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa, com o Lorogun, em homenagem a Oxalá.

 

 

Ao som dos atabaques, o santo baixa

 

Fotografar uma festa de candomblé não é tão fácil. Na Casa Branca, é absolutamente proibido. Mas outros terreiros, como o Ilê Axé Ajagonã Obá-Olá Fadaká, em Cotia, região da grande São Paulo, são mais liberais. Nesta casa, podemos bater fotos da cerimônia em homenagem a Xangô. Mas com uma ressalva: a de jamais fotografar de frente um filho-de-santo com o orixá incorporado.

A casa está cheia: 85 pessoas lotam o barracão. Os atabaques começam a falar com os deuses. Os orixás são invocados com cantigas próprias e os filhos-de-santo entram na roda, um a um, na chamada ordem do xirê: primeiro, o filho de Ogum, seguido pelos filhos de Oxóssi, Obaluaiê e assim por diante.

Ao som do canto e da batida dos atabaques, cada integrante da roda entra em transe. O corpo estremece em convulsão, às vezes suavemente, outras vezes com violência. Agora, os filhos incorporam os orixás e dançam até que o pai-de-santo autorize, com um aceno, sua saída, para serem arrumados pelas camareiras, chamadas equedes. Logo depois, eles voltam ao barracão, vestindo roupas, colares e enfeites típicos de seu santo. Ao ouvir seu cântico, cada um começa a dançar sozinho uma coreografia que conta a origem do orixá incorporado.

É quase meia-noite quando os atabaques tocam as cantigas de Oxalá, o criador dos homens. Saudado Oxalá, é hora da comunhão com os deuses: os pratos são servidos aos participantes da festa. O xirê chega ao fim.

 

 

Sem música, não existe cerimônia

 

Tudo acontece sob a batida de três atabaques

 

Os três atabaques que fazem soar o toque durante o ritual também são responsáveis pela convocação dos deuses.

O rum funciona como solista, marcando os passos da dança. Os outros dois, o rumpi e o lé, reforçam a marcação, reproduzindo as modulações da língua africana iorubá uma língua cantada, como o sotaque baiano. Além dos atabaques, usam-se também o agogô e o xequerê.

São, ao todo, mais de quinze ritmos diferentes. Cada casa-de-santo tem até 500 cânticos. Segundo a fé dos praticantes, os versos e as frases rítmicas, repetidos incansavelmente, têm o poder de captar o mundo sobrenatural. Essa música sagrada só sai dos terreiros na época do carnaval, levada por grupos e blocos de rua, principalmente em Salvador, como Olodum ou Filhos de Gandhi .

 

 

As divindades têm defeitos humanos

 

Em qualquer terreiro, a entrada dos orixás na festa segue sempre a mesma seqüência da ordem do xirê. Depois de despachar Exu, o primeiro a entrar na roda é Ogum, seguido de Oxóssi, Oba- luaiê, Ossaim, Oxumaré, Xangô, Oxum, Iansã, Nanã, Iemanjá e Oxalá.

Segundo a tradição, os deuses do candomblé têm origem nos ancestrais dos clãs africanos, divinizados há mais de 5 000 anos. Acredita-se que tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as forças da natureza, ou que trouxeram para o grupo os conhecimentos básicos para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na cura de doenças e a fabricação de ferramentas.

Os orixás estão longe de se parecer com os santos cristãos. Ao contrário, as divindades do candomblé têm características muito humanas: são vaidosos, temperamentais, briguentos, fortes, maternais ou ciumentos. Enfim, têm personalidade própria. Cada traço da personalidade é asso-ciado a um elemento da natureza e da sua cultura: o fogo, o ar, a água, a terra, as florestas e os instrumentos de ferro.

Na África Ocidental, existem mais de 200 orixás. Mas, na vinda dos escravos para o Brasil, grande parte dessa tradição se perdeu. Hoje, o número de orixás conhecidos no país está reduzido a dezesseis. E, mesmo desse pequeno grupo, apenas doze são ainda cultuados: os outros quatro Obá, Logunedé, Ewa e Irôco raramente se manifestam nas festas e rituais.

 

 

Deuses e homens sob

o mesmo teto

 

O terreiro, ou casa-de-santo, é simultaneamente templo e morada. A vida cotidiana dos mortais mistura-se com os rituais dos orixás. A família-de-santo (a mãe ou o pai e os filhos-de-santo, não necessariamente parentes de sangue) divide os cômodos com os deuses.

A divisão do espaço, na Casa Branca, em Salvador, lembra os compounds africanos, ou egbes antigas habitações coletivas dos clãs, usadas principalmente pelos povos de língua iorubá. O cômodo principal é o barracão, o salão onde humanos e santos se encontram nas festas.

Por trás do barracão, há várias instalações comuns a uma residência: salas de jantar e de estar, cozinha e quartos nem todos destinados aos mortais. Há os quartos-de-santo, onde ficam os pejis (altares) e os assentamentos (objetos e símbolos) dos orixás. Aí são feitas as oferendas. Na Casa Branca, os dois únicos orixás que têm quartos dentro da casa são Xangô e Oxalá.

O roncó é um quarto especial onde os abiãs (noviços) ficam recolhidos durante o processo de iniciação. Essa proximidade dos abiãs com os outros membros do terreiro é fundamental: é assim que os iniciados entram em contato com os procedimentos rituais da casa. O fiel do candomblé aprende com os olhos e os ouvidos. Ele deve prestar atenção a tudo e não perguntar nada.

Os terreiros têm também uma área externa, onde estão as casas dos outros orixás. A de Exu, por exemplo, fica perto da porta de entrada.

 

 

Sucessão: guerra à vista

A sucessão numa casa-de-santo é sempre tumultuada: basta o pai-de-santo morrer para ter início uma verdadeira guerra entre orixás. Os filhos que não concordam com a indicação dos búzios costumam abandonar o terreiro e fundar sua própria casa. Foi assim que nasceu, no início do século, o Gantois uma das casas mais conhecidas em Salvador. A partir da década de 70, mãe Menininha do Gantois se tornou conhecida no Brasil inteiro, cantada por compositores, como Dorival Caymmi e Caetano Veloso, e venerada por intelectuais, como Jorge Amado. Mãe Menininha morreu aos 92 anos de idade, em 1986. Deixou em seu lugar mãe Creusa.

 

 

Por meses, o noviço só come com as mãos

 

Os filhos-de-santo são os sacerdotes dos orixás, da mesma forma como, na Igreja Católica, os padres são os representantes de Deus. Nem todos, porém, são preparados para receber os santos. Existem os que cuidam dos filhos-de-santo quando os orixás baixam, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual a função de cada um.

A entrada para essa hierarquia é a indicação do orixá. É o que se chama bolar no santo. A partir daí, o abiã (noviço) tem de se submeter aos rituais de iniciação cerimônias do bori, orô e saídas de iaô.

Um recém-iniciado passa de um a seis meses vivendo dentro de severas restrições. É o tempo de quelê o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os de seu orixá.

Nem todos os terreiros seguem à risca todas as imposições. Mas pelo menos algumas têm de ser obedecidas: é parte do compromisso do abiã com seu orixá e seu pai ou mãe-de-santo. As obrigações não terminam por aí: o iniciado, que agora se chama iaô, terá de cumprir ainda três rituais depois de um ano, três anos e sete anos , com sacrifícios, toques e oferendas. Só depois ele pode se candidatar a ebômi, o degrau seguinte da hierarquia.

 

 

 

A sabedoria da morte e da advinhação

Como toda religião , o candomblé tem sua maneira própria de encarar a morte. Segundo a crença, a alma vive no Orum, que corresponde, mais ou menos, ao céu dos católicos. Ela é imortal e faz várias passagens do Orum para a vida terrena. Cada um tem controle sobre essas viagens: quem tem uma boa experiência em vida, pode escolher um destino melhor, na vinda seguinte.

Aqui na Terra, nada que se refira aos deuses e ao futuro pode ser dito sem a consulta ao Ifá, ou seja o jogo de búzios, conchas usadas como oráculo. O Ifá revela o orixá de cada um e orienta na solução de problemas.

O jogo usa dois caminhos: a aritmética e a intuição. Pela aritmética, é contado o número de conchas, abertas ou fechadas, combinadas duas a duas. Para interpretar todas as combinações possíveis dos bú- zios, o pai-de-santo conhece de cor 256 lendas que traduzem as mensagens dos deuses. Isso não é nada raro no candomblé, onde nada é escrito. Toda a sabedoria é transmitida oralmente.

No outro sistema de adivinhação, o intuitivo, o pai-de-santo estuda a posição dos búzios em relação a outros elementos na mesa, como uma moeda ou um copo d'água. Se o búzio cai perto da moeda, por exemplo, pode indicar que não há problemas com dinheiro. Mas é preciso estar preparado: os orixás vão cobrar pela consulta uma obrigação. Mãe Kutu, que foi formada pela Casa Branca e está montando seu próprio terreiro, diz: Se não vai fazer a obrigação, é melhor nem perguntar aos búzios.



Escrito por MÃE MONICA às 13h29
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Reza para o santo católico e vela para o orixá

 

Existem diferentes tipos de candomblé no Brasil, cada um deles saído de uma nação. A palavra nação aqui não tem nada a ver com o conceito político e geográfico, mas com os grupos étnicos daqueles que foram trazidos da África como escravos. As diferenças aparecem principalmente na maneira de tocar os atabaques, na língua do culto e no nome dos orixás.

Os povos que mais influenciaram os quatro tipos de candomblé praticados no Brasil são os da língua iorubá. Os rituais da Casa Branca, em Salvador, e da casa de Cotia, em São Paulo, descritos nesta reportagem, pertencem ao tipo Queto.

A mistura com o catolicismo foi uma questão de sobrevivência. Para os colonizadores portugueses, as danças e os ri- tuais africanos eram pura feitiçaria e deviam ser reprimidos. A saída, para os escravos, era rezar para um santo e acender a vela para um orixá. Foi assim que os santos católicos pegaram carona com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles. A partir da década de 20, o espiritismo também entrou nos terreiros, criando a umbanda, com características bem diferentes.

Assim, o candomblé já se incorporou à alma brasileira. Tanto é que o país inteiro conhece o grito de felicidade a sau-dação mágica que significa, em iorubá, energia vital e sagrada: Axé!

 

 

 

Da África ao Brasil, uma boa mistura

 

A principal diferença entre os vários tipos de candomblé é a origem étnica.

 

Há quatro tipos de candomblé:

o Queto, da Bahia, o Xangô, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e São Paulo. O Queto chegou com os povos nagôs, que falam a língua iorubá (em

vermelho, no mapa). Saídos das regiões que hoje correspondem ao Sudão, Nigéria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos saíram das regiões de Moçambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo (em amarelo, no mapa). Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.

 

 

Candomblé não é umbanda

 

As duas são religiões afro-brasileiras.

Umbanda é a mistura do candomblé com espiritismo

 

Candomblé

 

Deuses: Orixás de origem africana. Nenhum santo é superior ou inferior a outro. Não existe o Bem e o Mal, isoladamente.

 

Culto: Louvação aos orixás que incorporam nos fiéis, para

fortalecer o axé (energia vital) que protege o terreiro e seus membros.

 

Iniciação: Condição essencial para participar do culto. O recolhimento dura de sete a 21 dias. O ritual envolve o sacrifício de animais,

a oferenda de alimentos e a

obediência a rígidos preceitos.

 

Música: Cânticos em língua africana, acompanhados por

três atabaques tocados por

iniciados do sexo masculino.

 

Umbanda

 

Deuses: As entidades são

agrupadas em hierarquia, que vai dos espíritos mais baixos (maus)

aos mais evoluídos (bons).

 

Culto: Desenvolvimento

espiritual dos médiuns que,

quando incorporam, dão

passes e consultas.

 

Iniciação: Não é necessária.

O recolhimento é de apenas

um ou dois dias. O sacrifício

de animais não é obrigatório.

O batismo é feito com água

do mar ou de cachoeira.

Música: Cânticos em português, acompanhados por palmas e atabaques, tocados por fiéis

de qualquer sexo.

 

 

Quem é quem (e quem faz o quê) na hierarquia de uma casa-de-santo

 

Cada iniciado tem uma função dentro

do terreiro. Nem todos recebem santo.

 

Abiã

Noviço, primeiro degrau da

hierarquia. Após iniciado, será filho-de-santo.

 

Iaô

Filho-de-santo,

segundo degrau na hierarquia. Podem ou não receber santo.

 

Ebômi

Terceiro degrau. Iaô que cumpriu as obrigações de sete anos. Recebe santo.

 

Iabassê

Quarto degrau. Não recebe. É a responsável pela cozinha do

terreiro.

 

Agibonã

Mãe criadeira. Também quarto degrau. Cuida dos iaôs durante o ritual de iniciação. Não recebe santo.

 

Ialaxé

Quinto degrau. Zela pelas oferendas e objetos de culto

aos orixás. Não

recebe santo.

 

Baba-quequerê

e Iaquequerê

Sexto degrau. Pai ou mãe-pequena. Recebe. Ajuda o pai ou mãe-de-santo no

comando do terreiro.

 

Baba-lorixá e

Ialorixá

Pai ou mãe-de-santo, chefe do terreiro, último degrau

da hierarquia. Recebe santo e joga búzios.

 

Ajudantes

sagrados

 

Pais e mães terrenos dos orixás ficam fora da hierarquia.

 

Ogã

Filho-de-santo que não recebe.

O Ogã pode ser Axogum ou Alabê, conforme sua tarefa.

 

Axogum

Ogã responsável

pelo sacrifício de

animais a serem

ofertados aos orixás. Não recebe santo.

 

Alabê

Ogã tocador dos atabaques e instrumentos

rituais. Não recebe santo.

 

Equede

Paralela ao Ogã.

Não recebe.

Cuida dos orixás incorporados e de seus objetos.

 

 

As diversas fases da iniciação

 

Primeiro, o santo indica a pessoa a ser iniciada.

Depois, é preciso cumprir outros três passos:

 

Bolar no santo

É o mesmo que cair no santo. Este é o sinal que indica a necessidade de iniciação de uma pessoa no candomblé. Acontece sem previsão, normalmente numa festa: durante a dança e os cânticos o orixá se manifesta no futurofilho-de-santo, que é agitado por tremores e sobressaltos violentos. Quem já bolou conta que sentiu arrepios, calor, fraqueza e sensação de desmaio. Quando acorda no roncó (o quarto do terreiro reservado à pessoa que bolou), o abiã não consegue se lembrar de nada do que aconteceu.

 

O bori

É a cerimônia que reforça a ligação entre o orixá e o iniciado. O abiã se senta numa esteira, rodeado de alimentos secos, aves, velas e objetos de seu orixá. Ajudado pelos filhos já feitos, o pai ou a mãe-de-santo sacrifica aves. O sangue é usado para marcar o corpo do noviço e para banhar as oferendas ao orixá.

A cerimônia só termina quando as aves são servidas aos membros da família-de-santo. Depois do bori, o futuro filho-de-santo passa a assistir às cerimônias e a preparar o enxoval (a roupa e os adereços de seu orixá) para terminar a iniciação, com as saídas de iaô.

 

Orô

Confinado ao quarto de recolhimento (roncó), por 21 dias, o noviço conhece a hierarquia da casa, os preceitos, as orações, os cânticos, a dança de seu orixá, os mitos e suas obrigações. Durante esse tempo ele toma infusões de ervas, que o deixam num estado de entorpecimento e abrem espaço na sua mente para o orixá. A cabeça é raspada e o crânio marcado com navalha: é por esses cortes que o orixá vai entrar, quando for incorporado. No final, o iniciado é batizado com sangue de um animal quadrúpede, sacrificado.

Os iaôs são apresentados à comunidade, como num baile de debutante

Na primeira saída, os iaôs vestem branco em homenagem a Oxalá, pai de todos. Saúdam o pai-de-santo, os atabaques e os pontos principais do barracão e vão-se embora. Na segunda saída, os iaôs voltam com roupas coloridas e a cabeça pintada, segundo seus orixás. Dançam e deixam o barracão, em seguida.

Na terceira saída, os orixás anunciam oficialmente seus nomes. Os iaôs entram em transe e se retiram para vestir as roupas do santo incorporado.

 

 

 

Os doze orixás mais cultuados no Brasil

 

Cada um deles tem o seu símbolo, o seu dia da semana, suas vestimentas e cores próprias. Como os homens, são temperamentais

 

Exu

Orixá mensageiro entre os homens e os deuses, guardião da porta da rua e das encruzilhadas. Só através dele é possível invocar os orixás. Elemento: fogo

Personalidade: atrevido e agressivo

Símbolo: ogó (um bastão adornado com cabaças e búzios)

Dia da semana: segunda-feira

Colar: vermelho e preto

Roupa: vermelha e preta

Sacrifício: bode e galo preto

Oferendas: farofa com dendê, feijão, inhame, água,mel e aguardente

 

Ogum

Deus da guerra, do fogo e da tecnologia. No Brasil é conhecido como deus guerreiro. Sabe trabalhar com metal e, sem sua proteção, o trabalho não pode ser proveitoso.

Elemento: ferro

Símbolo: espada

Personalidade: impaciente e obstinado

Dia da semana: terça-feira

Colar: azul-marinho

Roupa: azul, verde escuro, vermelho ou amarelo

Sacrifício: galo e bode avermelhados

Oferendas: feijoada, xinxim, inhame

 

Oxóssi

Deus da caça. É o grande patrono do candomblé brasileiro.

Elemento: florestas Personalidade: intuitivo e

emotivo

Símbolo: rabo de cavalo e chifre de boi

Dia da semana:

quinta-feira

Colar: azul claro

Roupa: azul ou verde claro

Sacrifício: galo e bode

avermelhados e porco

Oferendas: milho branco e amarelo, peixe de escamas, arroz, feijão e abóbora

 

Obaluaiê

Deus da peste, das doenças da pele e, atualmente, da AIDS. É o médico dos pobres.

Elemento: terra

Personalidade:

tímido e vingativo

Símbolo: xaxará (feixe de palha e búzios)

Dia da semana: segunda-feira

Colar: preto e vermelho, ou vermelho, branco e preto

Roupa: vermelha e preta, coberta por palha

Sacrifício: galo, pato,bode e porco

Oferendas: pipoca, feijão preto, farofa e milho, com muito dendê

 

Oxum

Deusa das águas doces (rios, fontes

e lagos). É também deusa do ouro, da fecundidade,

do jogo de búzios e

do amor.

Elemento: água

Personalidade: maternal

e tranqüila

Símbolo: abebê (leque espelhado)

Dia da semana: sábado

Colar: amarelo ouro

Roupa: amarelo ouro

Sacrifício: cabra, galinha, pomba

Oferendas: milho branco,

xinxim de galinha, ovos,

peixes de água doce

 

 

Iansã

Deusa dos ventos e das tempestades.

É a senhora

dos raios e dona

da alma dos

mortos.

Elemento: fogo

Personalidade:

impulsiva e imprevisível

Símbolo: espada e rabo de

cavalo (representando a realeza)

Dia da semana: quarta-feira

Colar: vermelho ou

marrom escuro

Roupa: vermelha

Sacrifício: cabra e galinha

Oferendas: milho branco,

arroz, feijão e acarajé

 

Ossaim

Deus das folhas e ervas medicinais. Conhece seus usos e as palavras mágicas (ofós) que despertam seus poderes.

Elemento: matas

Personalidade: instável e emotivo

Símbolo: lança com

pássaros na forma de leque

e feixe de folhas

Dia da semana: quinta-feira

Colar: branco rajado de verde

Roupa: branco e verde claro

Sacrifício: galo e carneiro

Oferendas: feijão, arroz,

milho vermelho e farofa

de dendê

 

Nanã

Deusa da lama

e do fundo dos

rios, associada à

fertilidade, à doença

e à morte. É a orixá mais velha de todos e, por isso,

muito respeitada.

Elemento: terra

Personalidade: vingativa

e mascarada

Símbolo: ibiri (cetro de palha

e búzios)

Dia da semana: sábado

Colar: branco, azul e vermelho

Roupa: branca e azul

Sacrifício: cabra e galinha

Oferendas: milho branco,

arroz, feijão, mel e dendê

 

Oxumaré

Deus da chuva e do arco-íris. É, ao mesmo tempo, de natureza masculina e feminina. Transporta a água entre o céu e a terra.

Elemento: água

Personalidade: sensível e tranqüilo

Símbolo: cobra de metal

Dia da semana: quinta-feira

Colar: amarelo e verde

Roupa: azul claro e verde claro

Sacrifício: bode, galo e tatu

Oferendas: milho branco, acarajé, coco, mel, inhame e feijão com ovos

 

Iemanjá

Considerada deusa dos mares e oceanos. É a mãe de todos os orixás e representada com seios volumosos, simbolizando a maternidade e a fecundidade.

Elemento: água

Personalidade: maternal e tranqüila

Símbolo: leque e espada

Dia da semana: sábado

Colar: transparente,

verde ou azul claro

Roupa: branco e azul

Sacrifício: porco, cabra e galinha

Oferendas: peixes do mar, arroz,

milho, camarão com coco

 

Xangô

Deus do fogo e do trovão. Diz a tradição que foi rei de Oyó, cidade da Nigéria. É viril, violento e justiceiro. Castiga os mentirosos e protege advogados e juízes.

Elemento: fogo

Personalidade:

atrevido e prepotente

Símbolo: machado

duplo (oxé)

Dia da semana: quarta-feira

Colar: branco e vermelho

Roupa: branca e vermelha, com coroa de latão

Sacrifício: galo, pato, carneiro e cágado

Oferendas: amalá (quiabo com

camarão seco e dendê)

 

Oxalá

Deus da criação. É o orixá que criou os homens. Obstinado e independente, é representado de duas maneiras: Oxaguiã, jovem, e Oxalufã, velho.

Elemento: ar

Personalidade: equilibrado e tolerante

Símbolo: oparoxó (cajado de alumínio

com adornos)

Dia da semana: sexta-feira

Colar: branco

Roupa: branca

Sacrifício: cabra, galinha,

pomba, pata e caracol

Oferendas: arroz, milho branco e massa de inhame

 

 

 

O toque

É o mesmo que festa e se refere à batida dos atabaques, que convoca os orixás. A estrutura da cerimônia, chamada ordem do xirê (brincadeira, na língua iorubá), divide a festa em três partes. A primeira acontece à tarde, com o sacrifício, a oferenda e o padê de Exu. A segunda é a festa em si, à noite, na presença do público, quando os filhos-de-santo incorporam os orixás. E a terceira fase, o encerramento, com a roda de Oxalá, o deus criador do homem.

 

O sacrifício

Acontece apenas diante dos membros da comunidade de santo e envolve no mínimo dois animais: um, de duas patas, para Exu, e outro, de quatro patas, macho ou fêmea, dependendo do sexo do orixá a ser homenageado. Quem realiza o sacrifício é o ogã axogum, um iniciado no candomblé

especialmente preparado para isso. Os bichos são mortos com um golpe na nuca. Depois, a cabeça e os membros são cortados fora e o animal sacrificado vai sangrar até a última gota antes de ser destinado à oferenda.

 

A oferenda

Depois do sacrifício, a moela, o fígado, o coração, os pés, as asas e a cabeça são separados e oferecidos ao orixá homenageado num vaso de barro, chamado alguidar. O sangue, recolhido numa quartinha de cerâmica (espécie de moringa), é derramado sobre o assentamento do santo, ou seja, o local onde ficam seus objetos e símbolos. As partes restantes são destinadas ao jantar oferecido aos orixás, ainda à tarde, e aos participantes, ao final da festa pública, à noite.

 

O padê de Exu

Este é também um ritual fechado ao público. Significa despacho de Exu. É ele quem faz a ponte entre o mundo natural e o sobrenatural. Portanto, é ele quem convoca os orixás para a festa dos humanos. Para isso, é preciso agradá-lo, oferecendo comida (farofa com dendê, feijão ou inhame) e bebida (água, cachaça ou mel). As oferendas são levadas para fora do barracão e a porta de entrada é batizada com a bebida, já que Exu é o guardião da entrada e das encruzilhadas (por isso é comum ver oferendas em esquinas nas ruas e em encruzilhadas nas



Escrito por MÃE MONICA às 13h28
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NANÃ

   

Entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, existe um portal. É a passagem, a fronteira entre a vida e a morte.Sua regente: Nanã. Senhora da morte, geradora de Iku (morte). Deusa dos pântanos e da Lama. Mãe  da varíola, regente das chuvas, Nanã é de origem Jeje, da religião da Dassa Zumê e Savê, no Daomé, hoje conhecida com República de Benin.

A mais temida de todas os Orixás. A mais respeitada. A mais velha, poderosa e seria. Nanã é o encantamento da própria morte. Seus cânticos são súplicas para que leve Iku – a morte – para longe e quem  permite que a vida seja mantida.

É a força da Natureza que o homem mais teme, pois ninguém quer morrer! Ela é a Senhora da passagem desta vida para outras, comandando o portal mágico, a passagem das dimensões.

Nas casas de Santo, Nanã é extremamente cultuada e temida, pelo poder  que ostenta. É ela a mãe da varíola  e se faz presente  quando existe epidemia da doença.

Nanã também está presente nos lodaçais, lamaçais, pois nasceu do contanto com água com a terra, formando a lama, dando origem à sua própria vida. Em terras da África, Nanã é chamada de Iniê e seus assentamentos (objetos sagrados) são salpicados de vermelho.

Nanã é lama, é terra com contato com a água. Nanã também é o pântano, o lodo, sua principal morada e regência.

Ela é a chuva, a tempestade, a garoa. O banho de chuva, por isso, é uma espécie  de lavagem do corpo, homenagem que se faz à Nanã, lavando-se no seu elemento. Por isso, não devemos blasfemar contra a chuva, que muita vezes estraga passeios, programas, compromissos, festas e acontecimentos. A chuva é a parte da vida, que vai irrigar a terra, Se ela cai demais, é porque a força da Natureza, Nanã, está insatisfeita. E, amigo... queira ver tudo, mas não queira ver a ira de Nanã. Posso lhe assegurar que não existe nada mais feio!

Considerada a Iabá (orixá feminina) mais velha, foi anexada pelos iorubanos nos rituais tal a sua importância. Nanã é a possibilidade de se conhecer a morte para se ter vida. É agradar a morte, para viver em paz. Nanã é a mãe, boa, querida, carinhosa, compreensível, sensível, bondosa, mas que, irada, não reconhece ninguém.

Nanã é o Orixá da vida, que representa a morte. E a isso devemos o máximo respeito e carinho.

 

Mitologia

 Nanã, Senhora de Dassa Zumê, mãe de Obaluaê, Ossãe, Oxumarê e Ewá, elegante senhora, nunca se meteu preocupou com o que este ou aquele fazia de sua própria vida. Tratou sempre de si e dos filhos, de forma nobre, embora tenha sido sempre precoce em tudo.

Entretanto, Nanã sempre exigiu respeito àquilo que lhe pertencia. O que era seu, era seu mesmo. Nunca fora radical, mas exigia que todos respeitassem suas propriedades.

E, mas uma vez, vemos Ogum numa historia.

Viajante, conquistador, numa de suas viagens, ogum aproximou-se das terras de Nanã. Sabia que o lugar era governado por uma velha e poderosa senhora. Se quisesse, não seria difícil tomar as terras de Nanã pois, para Ogum, não havia exercito, nem força que o detivesse. Mas  Ogum estava ali apenas de passagem. Seu destino era outro, mas seu caminho atravessava as terras de Nanã. Isto ele não podia evitar e nem o  importava, uma vez que nada o assustava e Ogum nada temia.

Na saída da floresta, Ogum deparou-se com um pântano, lamacento e traiçoeiro, limite do inicio das terras de Nanã. Era por ali que teria que passar. Seu caminho, em linha reta, era aquele – por pior que fosse e não importando quem dominava o lugar. O destino e objetivo de Ogum  era o que realmente lhe importavam.

Parou à beira do pântano e já ia atravessá-lo quando ouviu a voz rouca e firme de Nanã:

- Esta terra tem dono. Peça licença para penetrar nela!

No que Ogum respondeu em voz alta:

- Ogum não pede, toma! Ogum não pede, exige! E não será uma velha que impedira meu objetivo!

- Peça licença, jovem guerreiro, ou se arrependerá!,   retrucou Nanã com a voz baixa e pausada.

- Ogum não pede licença, avança e conquista! Para trás, velha, ou vai conhecer o fio  da minha espada e a ponta de minha lança!

Dito isto, Ogum avançou pela pântano, atirando lanças com pontas de metal contra Nanã. Ela, com as mãos vazias, cerrou os olhos e determinou ao pântano que  tragasse o imprudente e impetuoso guerreiro.

E assim aconteceu...

Aos poucos, Ogum foi  sendo tragado pela lama do pântano, obrigando-o a lutar bravamente para salvar sua própria pele, debatendo-se e tentando voltar atrás. Ogum lutou muito, observado por Nanã, até que conseguiu salvar sua vida, livrando-se das águas pantanosas e daquela lama que quase o devorava.

Ofegante e assustado, Ogum foi forçado a recuar, mas sentenciou:

- Velha feiticeira! Quase me matou! Não atravessarei suas terras, mas  vou encher este de pântano de aço pontudo, para que corte sua carne!

Nanã, impassível e calma, voltou a observar:

- Tu és poderoso, jovem e impetuoso, mas precisa aprender a respeitar as coisas. Por minhas terras não passarás, garanto!

E Ogum teve que achar outro caminho, longe das terras de Nanã. Esta, por sua vez, aboliu o uso de metais em suas terras.E, até hoje, nada por ser feito com laminas de metal para Nanã.

 

Dados

Dia: sábado;

Data: 26 de julho;

Metal: latão;

Cor: branco com traços azuis ou roxos;

Partes do corpo: protege a barriga, o útero, a parte genital feminina, protege as mulheres gestantes;

Comida: Aberem(milho torrado e pilado do qual é feito um fubá com açúcar ou mel), mugunzá;

Arquétipo: tolerantes, mas implicáveis, maduros, lentos, firmes, bondosos, simpáticos, extremamente limpos e com temperamento artísticos;

Símbolo: ibiri e os bradjas ( contas feitas com búzios, dois a dois, e cruzados nos peitos, indicando ascendente e descendente)



Escrito por MÃE MONICA às 12h42
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OBÁ

 

Orixá guerreira, considerada até como uma Iansã velha. Senhora do rio Obá, na Nigéria, patrocinadora de conflitos, energia que se desenvolve nos coriscos. Mulher de Xangô.

Na natureza, Obá está ligada às enchentes, às cheias dos rios, às inundações. É ela quem vai reger todos esses fenômenos, sejam naturais ou provocados por erros humanos. Seu encantamento é feito desta forma, quando um rio transborda, inundando tudo.

Obá está presente também nos coriscos, poder que lhe foi dado pelo marido Xangô, pois ela também tem ligação com a energia elétrica, a eletricidade. É poderosa, sábia, madura e realista.

Na vida dos seres humanos, Obá rege a desilusão amorosa, a tristeza, o sentimento de perda, o ciúme, a incapacidade do homem de ter aquilo que ama e deseja. Obá é a raiva, a solidão, a depressão, o sentimento de abandono.

Obá é também a frustração do homem e da mulher. Embora a lenda diga ser Obá uma guerreira, vencedora, ela consegue seu encantamento nas desilusões e frustrações, na derrota.

Pela lenda, Obá foi enganada por Oxum, que a levou a corta sua própria orelha para oferecer a Xangô, Ele, num gesto de repugnância, expulsou-a de seu reino. E toda essa dor, essa desesperança, esse abandono, ficou com marca registrada de Obá, e tais sentimentos tem a sua regência. Quando nos sentimos traídos, abandonados, sem esperança, com raiva, frustrados em nossos objetivos, desencadeamos essa força da  natureza chamada Obá, que mexe no nosso interior. E a lógica diz que Obá é a “ultima gota”, que faz transbordar nossos sentimentos. Daí sua regência também nas enchentes e inundações. É um ato de excesso, de excesso, de explosão, de revolta, desencadeado por esta força cósmica. Se um rio enche e transborda, é porque não suporta mais o volume de água, deixando escapar “aquilo que já não cabe mais”. Isso é Obá, essa é a sua regência, seus encantamento, sua influência.

Obá é o desabafo: “ já não suporto mais...” , é a agitação do sentimento indevidamente mexido, afetado por algo ruim.

 

Mitologia

Uma vez  banida do reino de Xangô, Obá se transformou numa guerreira poderosa e perigosa. Costumava vencer todos os seus opositores com relativa facilidade. Obá também possui grande beleza física, que, aliada à sua determinação, coragem e equilíbrio, fazia dela uma pessoa especial.

E o desejo de possuir tão bela e corajosa guerreira, levava muito a se confrontar com ela, mas saíam sempre derrotados. E a noticia chegou ate Ogum, rei de Ire e, guerreiro invencível.

O mensageiro trouxe a noticia:

- Meu senhor, ela é invencível!

- Eu sou invencível!, Rebateu Ogum, ao mensageiro.

- Mas ela é poderosa. Ainda não foi derrotada, Senhor!

- É porque ela não enfrentou Ogum! Disse o próprio.

E Ogum  mandou que seu mensageiro fosse avisar a Obá que ele,Ogum, iria enfrentá-la, derrotá-la e possuí-la.

Obá recebeu a mensagem e retrucou:

- Que assim seja...

Ogum  partiu de Ire, em busca de sua poderosa adversária  e tinha em mente tomá-la  para si. No campo, onde a luta seria travada, Ogum chegou primeiro e, como bom caçador, montou a armadilha para derrotar Obá. Mandou que seus homens triturassem uma grande quantidade de quiabo e passassem pelo chão. Assim, Obá não conseguiria ficar de pé e seria facilmente vencida.

A hora chegou. Ambos estavam presentes ao campo de batalha. De um lado Ogum, o guerreiro violento e imbatível. Do outro, Obá, a guerreira bela e invencível. No meio, entre um e outro, a armadilha preparada por Ogum.

Olharam-se, estudaram-se e Obá tomou a iniciativa. Partiu para cima do adversário, sem perceber o quiabo espalhado pelo chão. O tombo foi imediato. Obá não conseguia firmar-se de pé. Ogum, que a tudo observava, lentamente dirigiu-se à sua adversária, empunhando a espada. Obá, sentindo que seria vencida, num rápido movimento, puxou Ogum para si, fazendo com que o guerreiro também escorregasse e caísse em sua própria armadilha. Foi uma grande luta! Não de cruzamento de espadas, mas para ficar de pé. Durante horas e horas tentaram os dois, em vão erguer-se e derrotar o oponente, mas não conseguiram ao menos colocar os dois pés no chão, sem escorregarem em seguida. Lutaram até a fadiga total e declararam um empate. Não havia vencedor nem perdedor. Ogum, o invencível, não conseguiu vencer Obá, Por sua vez, Obá não conseguiu derrotar o poderoso Ogum.

Ali mesmo amaram-se, em respeito à força e ao encanto do outro. Afinal, são dois verdadeiros guerreiros. Ogum ainda tentou levá-la para si, mas o coração de Obá pertencia, pela eternidade, a Xangô. E ela partiu para encontrar seu próprio destino, mesmo com dor no coração.

 

Dados

Dia: quarta-feira;

Data: 30 e 31 de maio;

Metal: Cobre;

Cor: marrom-rajado;

Partes do corpo: audição, orelha e junto com Ewá, protege o consciente;

Comida: Abará (massa de feijão fradinho cozido enrolado em folhas de bananeira), acarajé e amalá (quiabo picado);

Arquétipos: são pessoas valorosas; incompreendidas; suas tendências, um pouco viris, fazem-na freqüentemente voltarem-se para o feminismo ativo; as suas atividades militantes e agressivas são conseqüências infelizes ou amargas por elas vividas. Os seu insucessos devem-se a um ciúme um tanto mórbido, entretanto, encontra compensações para as frustrações e sofrimentos em sucessos materiais.

Símbolos: ofangi (espada) e um escudo de cobre.



Escrito por MÃE MONICA às 12h38
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OXUMARÊ

   

Oxumarê  é o Arco Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamando carinhosamente de “ o banqueiro dos Orixás”. É a cobra sagrada Dan. Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro.

O homem, que vive atrás do dinheiro, que trabalha para ganhar seu sustento, não pode imaginas, às vezes, que tem esta força da Natureza diariamente ao seu lado. Oxumarê  esta presente praticamente em todos os momentos de nossa vida, pois tudo gira em torno do dinheiro.

Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento de contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares onde se manuseia dinheiro.

Oxumarê é o perde/ganha do homem. É a felicidade de receber uma quantia e a tristeza de perder outra. É o elemento das grandes negociações, da aposta. Seu encanto está no tilintar das moedas.

É também o Orixá das prosperidades, da fartura, da abundância. É por isso que aqueles regidos por Oxumarê sempre estão bem e vida. Para eles o dinheiro não e problema. Gastam e ganham demais e estão sempre com os bolsos cheios.

Oxumarê é aquele que sabe fazer negócios. Quando se vai fechar um contrato, fazer uma compra, uma proposta, vender algo invocamos Oxumarê para nos orientar, pois ele é o Orixá que sabe negociar. É ele que sabe pechinchar, tratar, comprar e vender.

Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno  que vai gerar o colorido do céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.

 

Mitologia

Irmão gêmeo de Ewá e tendo com irmãos mais velhos Ossãe e Obaluaê  - todos filhos de Nana – Oxumarê sempre foi frágil, franzino, mas dotado de grande inteligência  e capacidade.

Um dia, viu-se frente à frente com Olokun pai de Iemanjá, que perguntou-lhe como poderia achar pedras brilhantes, preciosas.

Oxumarê pensou, pensou e respondeu ao Senhor do oceano:

- Meu rei, se quer as pedras preciosas, é preciso que faça um investimento e me dê seis mil búzios (moeda corrente na África antiga).

Respondeu Olokun

- Eu lhe dou!

E Oxumarê  apontou  para a própria casa de Olokun, o mar, explicando-lhe que nas partes rasas poderia encontrar o que procura. As pedras, nos pontos mais rasos do mar, brilhavam com a luz do sol.

Olokun ficou tão feliz que, além do pagamento dos seis mil búzios, ainda deu a Oxumarê a capacidade de transformar-se em serpente e poder, com a ponta do rabo, tocar a terra e com a cabeça tocar o céu.

Com tal poder, Oxumarê transformou-se em serpente, esticou-se até a terá de Olorun, no céu e com os seus mil búzios falou ao Criador:

- Pai, cheguei até o Senhor. Tive que esticar-me demais, para pedir-lhe ajuda, para fazer de mim aquele que tem capacidade de dobrar tudo o que tem.

E Olorun dobrou o número de búzios – de seis para doze mil.

Daí para frente, Oxumarê passou a ser consultado sobre os grandes negócios  dos Orixás. Principalmente Xangô, que fez dele seu consultor, seus grande conselheiro, aumentando sua riqueza de deus do trovão, ao mesmo tempo em que a  do próprio Oxumarê.

E este poder de se transformar em serpente e ir até o céu, originou uma saudação em forma de Orikí, muito bonito, que diz:

- Oxumarê ego bejirin fonná diwó.

“O Arco-íris  que se desloca com a chuva e guarda o fogo no punho.”

Dados

Dia: terça-feira;

Data: 24 de Agosto;

Metal: ouro e prata mesclado;

Cor: amarelo mesclado com verde ou amarelo pintado com preto;

Partes do corpo: espinha dorsal, sistema nervoso e sistema neurovegetativo.

Comida: ovos cozidos com azeite de dendê, farinha de milho e camarão seco;

Arquétipo: desconfiados e traídos, observadores, pessoas que desejam ser ricas, pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem  sacrifícios para atingir seus objetivos. Com sucesso tornam-se facilmente orgulhosos e pomposos, gostam de demonstrar sua grandeza recente, mas estendem a mão em socorro quando alguém precisa.

Símbolos: duas serpentes de ferro

 



Escrito por MÃE MONICA às 12h37
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IANSÃ

   

Deusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.

Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.

Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.

Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante.

Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida. Orixá da provocação e do ciúme.

Iansã também é a paixão. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita.

Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.

Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.

Iansã é a deusa dos cemitérios. Ela é a regente, juntamente com Omulu (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos Boiadeiros, encantados que são cultuados nas casas de Nação de Angola. Ela é sua rainha.

Como deus dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.

É, sem dúvida, o Orixá mais popular e a mais querida no Candomblé.

 

Mitologia

Embora tenha sido esposa de Xangô, Iansã percorreu vários reinos e conviveu com vários reis. Foi paixão de Ogum, de Oxaguiam, de Exu, Conviveu e seduziu Oxossi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaê. Sobre este assunto, a história  conta que Iansã  percorreu vários reinos usando sua inteligência, astúcia e sedução para aprender de tudo e conhecer igualmente a tudo.

Em Ire, terra de Ogum, foi  a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele o manuseio da espada e ganho deste o direito de usá-la. No auge da paixão Ogum , Iansã partiu, indo para Oxogbô, terra de Oxaguian. Conviveu e aprendeu o uso do escudo para se proteger de ataques inimigos, recebendo de Oxaguian o direito de usá-lo. Quando Oxaguian estava tomado pe paixão por Oyá, ela partiu.

Pelas estradas deparou-se com Exu. Com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu o deus da caça, mesmo com os avisos de sua mulher, Oxum, que avisara ao marido do perigo dos encantos de Iansã. Todavia, com Oxossi, Oyá aprendeu a caçar, a tirar a pele do búfalo  e se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-edé , filho de Oxossi e Oxum e com ele aprendeu a pescar.

Iansã  partiu, então, para o reino de Obaluaê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto (conhecido apenas por Nanã – sua mãe – e Iemanjá, mãe de criação). Uma vez chegando ao reino de Obaluaê, Iansã  tratou de insinuar-se:

- Como vai o Senhor das Chagas?

No que Obaluaê respondeu:

- O que Oyá quer em meu reino?

- Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso. E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos!

(Dança que, por sinal, Iansã usou para seduzir reis como Oxossi, Oxaguian e Ogum).

Durante horas Iansã dançou, sem emocionar ou, sequer, atrair a atenção de Obaluaê. Incapaz de seduzir Obaluaê, que jamais se relacionou com ninguém, Iansã  então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. Assim, dirigiu-se ao homem da palha;

- Obaluaê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, o escudo; com Oxossi aprendi a caçar; com logun-edé a pescar; com Exu aprendi os mistérios do fogo. Falta-me apenas aprender algo contigo.

- Você quer aprender mesmo, Oyá? Então, ensinar-lhe como tratar dos mortos!

De inicio Iansã  relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte e, com Obaluaê, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los.

Partiu, então Oyá, para o reino de Xangô. Lá, acreditava, teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais que isso... aprendeu a amar verdadeiramente e com um paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração.

 

O fogo é o elemento básico de Iansã. O fogo das paixões, o fogo a alegria, o fogo que queima. Iansã é o Orixá do fogo...

E aquele que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, é digna de pena e mais digna, ainda, do perdão de Iansã.

 

Dados

Dia: quarta feira

Data: 4 de Dezembro

Metal: Cobre

Cor: Marrom

Partes do corpo: fígado e o sangue.

Comida: acarajé, abará.

Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fieis, de uma lealdade absoluta em certas circunstancias, mas que em moutros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar pelas manifestações da mais extrema cólera. Pessoas, enfim, cujos temperamentos sensual e voluptuosos podem levá-las a aventuras amorosas extra conjugais, múltiplas e freqüente, sem reservas de decência, mas que não as impedem de continuarem muito ciumentas com seus parceiros por elas mesma enganados.

Símbolos: espada de cobre e o eru  (rabo de boi ou de búfalo)



Escrito por MÃE MONICA às 12h37
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EWÁ

 

Ewá é a divindade do canto, das coisas alegres e vivas. Dona de raro encanto e beleza, é considerada como a Rainha das mutações, das transformações orgânicas e inorgânicas. É o Orixá que transforma a água de seu estado liquido para o gasoso, gerando nuvens e chuvas.

Quando olhamos para o céu e vemos as nuvens formando, às vezes, figuras de animais, de pessoas ou objetos, não nos importamos muito. Porém, ali está Ewá, Rainha da beleza, evoluindo solta pelos céus, encantando e desenhando por cima do azul celeste da atmosfera da Terá. Ewá é também o inicio da chuva, regida por sua mãe Nanã. Este  seu principal encantamento: o ciclo interminável  de transformação da água em seus diversos estado, incluindo o sólido. Ela, como todos os outros, está entre nos no cotidiano, convivendo e influenciando nosso comportamento, mexendo com nosso destino, gerando situações que vamos viver diariamente.

Ewá também esta ligada às transformações orgânicas e inorgânicas, que se sucedem no Planeta. É a mágica da transformação. Está ligada à mutação dos animais e vegetais. Ela é o desabrochar de um botão de rosa; é a lagarta que se transforma em borboleta; é a água que vira gelo e o gelo que vira água; faz  e desfaz, num verdadeiro  balé da Natureza.

Senhora do belo, Ewá é aquela que vai dar cor ao seres; torná-los bonitos, vivos, estimulando a sensibilidade; a fragilidade das coisas; a transformação das células, gerando o que há de mais lindo no mundo. É a deusa da beleza; é o sentimento de prazer pelo que é belo,; é o respeito pela maravilha que o mundo apresenta.

 A força natural Ewá é ligada também à alegria, dividindo com Vungi (Ibeji) a regência daquilo que se chama ou se tem como feliz. Está presente nas coisas e nos momentos alegres, que têm vida.

É também a divindade do canto; da música; dos sons da natureza, que enchem nossos ouvidos de alegria e contentamento. Está presente no canto dos pássaros; no correr dos rios; no barulho das folhas, sopradas ao vento; na queda da chuva; no assovio dos ventos; na música interpretada por uma criança, no choro do bebê, no canto mais que sagrado da mãe Natureza.

Ewá é a própria beleza. É o som que encanta. É o canto da alegria. É a transformação do mal para o bom. É a vida...

 

Mitologia

Ewá é filha de Nanã, irmã de Obaluaê, Ossãe e gêmea de Oxumarê. Apesar de gêmea, foi a  segunda  a nascer sendo, assim a caçula dos filhos de Nanã. Cada um dos filhos regia algo: Obaluaê, as pestes e moléstia contagiosas; Ossãe, as ervas, as plantas e seus segredos e mistérios; Oxumarê, o arco íris, a riqueza.

Ewá nada regia. Era apenas uma menininha bonita, formosa, cheia de encantos. E assim cresceu, bela e de brilho intenso.

Pouco a pouco, os homens foram se interessando por ela, tal era a sua beleza. Muitos pretendente chegavam, de todas as partes, com a intenção de desposar Ewá, pois usa beleza era tão grande que sua fama chegou a todos os reinos.

Em pouco tempo o reino de Nanã estava cheio de supostos noivos, que lutavam entre si para conquistar o coração da jovem Ewá. As lutas foram crescendo e tomando proporções, a ponto de, em cada canto do reino, haver um grupo em luta, com um só objetivo: desposar Ewá, Isso tudo fugiu ao controle de todos, pois o encanto do jovem parecia enfeitiçar os homens, a ponto de matarem-se uns aos outros.

A situação já  passara dos limites e os pretendentes, que não paravam de chegar, foram até a própria Ewá, obrigando-a a escolher  um deles. Isto acontecia aos gritos, empurrões, exibições de força e poder, cobranças violentas, barulho, levando a jovem a um desespero que jamais sentira.

A pressão foi tão grande, mas tão grande que, de repente, ouviu-se um grande estrondo. Todos se calaram, voltaram-se para Ewá  e ficaram imóveis, estáticos, e de olhos arregalados com o que estavam vendo.

Ewá, impossibilitada de escolher um noivo, e atormentada por ver tanta morte e confusão por sua causa, começou a se transformar. Como um reflexo do sol, sua silhueta começou a perder a forma, até que restou apenas um poça d’água  no chão. Aos poucos, aquela poça foi evaporando e subindo em direção ao céu. Os homens, pretendentes, não se moviam, só acompanhavam a evaporação, bem visível e o vapor subindo.

Em pouco tempo uma enorme nuvem branca, contrastando com o azul-claro do céu, foi desenhando um coração, numa visão de raríssima beleza. Ewá  não se casou com ninguém, mas colocou na mente dos  homens que o amor nasce naturalmente, não com disputas e guerras.

Assim, Ewá transformou-se e recebeu o poder de ir ao céu , como nuvem e voltar à terra, como água, permanecendo como o símbolo da beleza, do canto e da alegria.

 

Dados

Dia: sábado

Data: 13 de dezembro;

Metal: ouro, prata e cobre;

Cor: vermelho maravilha;

Partes do corpo: olhos;

Comida: banana inteira da terra feita em azeite de dendê  com farofa do mesmo azeite.

Arquétipo: tendência a duplicidade devido a natureza andrógena da deusa, tendência a riqueza, magnetismo, gosta de jogar, bonitos, gostam de elogios, imediatistas, necessitam de outros odus para que ajudam com seu brilho nos processos difíceis.

Símbolo: ejô (cobra) e espada.



Escrito por MÃE MONICA às 12h36
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